quinta-feira, 6 de março de 2014

As pessoas que mais abominam o scat, são as que mais querem praticar (será?)

Ouvi esta afirmação há algum tempo. Não acredito nela cem por cento, mas também não a refuto completamente. É possível que algumas pessoas que dizem ter nojo de scat, na verdade, estão reprimindo um desejo ardente de praticá-lo. E, como vivemos em um mundo plural, também estou certo de que algumas destas pessoas que dizem ter nojo de cocô, efetivamente têm.

Infelizmente, ter nojo de cocô é ruim. Principalmente para as mulheres. Você, amigo leitor, sabia que muitas mulheres vivem com o intestino preso justamente por terem esse nojo? Elas não aceitam que o corpo humano produza algo que considerem desagradável. Qual a solução? Evitar, ao máximo, de colocar essa coisa desagradável para fora. Por isso, acabam, ainda que de modo inconsciente, prendendo o intestino.

Péssimo hábito, que pode causar doenças. Juro, não sei o que pode haver de tão ruim nas fezes. Elas são fruto de nossa alimentação. Logo, são apenas pedaços não utilizados do nosso prazer de comer. Ou seja, são sim, gostosas. Foram tortas, bolos, pastéis, pizzas, etc.

Não há como ser ruim só porque o organismo processou. Um dia ainda vou entender o que causa o absoluto asco de certas pessoas com relação ao scat. Aproveitando o post, gostaria de agradecer as visitas e os comentários nos posts do meu blog. Vamos sempre trocar contatos e skype para conversarmos melhor. Um cheiro no cu. Abraço. Mantenham contato comigo no skype.

Skype: amocheirarmerda@hotmail.com

























quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O scat AINDA não é visto como uma prática social. Ainda!


 Fazia tempo que não atualizava o blog. Muita correria no serviço, admito. Tempo escasso. Cada minuto vale ouro hoje em dia. Mas conheci nesta tarde uma pessoa na NET e começamos a falar sobre scat. O bate-papo produtivo me fez driblar a falta de tempo e dar uma passadinha aqui. Vou, inclusive, usar as palavras de uma outra amiga de Facebook para o post de hoje.

Escreveu ela: "segundo Freud, a culpa pelo nosso sofrimento nao é dos nossos desejos, mas sim das barreiras sociais e religiosas, pois elas nos fazem sublimar aquilo que realmente somos. Nossa natureza é animal, livre, cheia de desejos. Porém, aos tentarmos nos moldar àquilo que é moralmente aceito, nos tornamos seres sociais, artificiais, meros reflexos pálidos de nós mesmos.

E por isso adoecemos. Criamos dentro de nós travas para bloquear nossos desejos, e essas travas nos envenenam, nos entopem, nos intoxicam. Para alcançar a cura, precisamos nos libertar, e aceitar nossos proprios desejos e fetiches! O BDSM (diz ela) é, ao meu ver, uma forma saudável e social de adequarmos nossos desejos ao mundo real, dando vazão àquilo que queremos ser, sem perder de vista, aquilo que somos obrigados a ser. Então, que viva a liberdade!!"

Moça muito culta, escreveu muito bem. Porém, ela disse uma coisa importante. Ela colocou o BDSM como uma forma social de adequar os desejos ao mundo real. Sem dúvida, é. Já o scat, não. A sociedade é extremamente conservadora. Infelizmente. 

As pessoas aceitam que existam apreciadores do BDSM, que gostam de levar um tapa, sentir dor de várias maneiras, receber cera de vela quente, levar chicotadas, palmadas, pisadas, etc. Mas não aceitam em hipótese alguma a possibilidade de alguém gostar e se excitar com fezes, cocô, merda, bosta.

Uma pena. Repito: quando éramos praticamente quadrúpedes e o homem da idade da pedra andava curvado até o chão, era prática comum você cheirar o sexo da pessoa. Era uma forma de identificar. Estava próximo ao nariz, como acontece com os cães. E como o ânus fica mais proeminente do que a genitália, era a parte mais fácil de cheirar e identificar os semelhantes. Os cães ainda agem assim, por razões óbvias. O ser humano, a meu ver, involuiu.

Quando os cães fazem isso, praticam um instinto animal, primário, que todos temos guardados dentro de nós. No entanto, mesmo com tal atitude canina, quem gosta de cachorro não deixa de gostar por fazerem isso e muito menos os reprimem e acham nojentos. Pelo contrário (e eu também tenho cachorro), os cães são as criaturas mais leais e fiéis que existem neste mundo.

Pois bem. Talvez, usando esse argumento, consigamos convencer a raça humana de que cheirar cu e cocô são práticas extremamente comuns e saudáveis. E que, nem por isso, passaremos a ser repugnantes, nojentos. Nem deixaremos de ser leais, carinhosos e amorosos com aqueles que amamos.

Aliás, aqui tem uma entrevista científica e esclarecedora que explica que o cocô é muito saudável em nossas vidas. http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/t/videos/v/flavio-quilici-participa-do-programa-do-jo/2944788/

Acredito que ainda viverei para ver a prática do scat se tornar aceita socialmente, livre de preconceitos, de julgamentos e de olhos tortos. Assim espero. Um abraço. Lembrem-se: mantenham contato. Um cheiro no cu!

Skype: amocheirarmerda@hotmail.com










quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Desabafo de um scater (com fotos de presente no fim!)

Mais uma vez, reproduzo o texto antigo de um internauta em um site de contos, indignado com o também extinto programa PODSEX, da MTV. As apresentadoras, à época, não quiseram comentar sobre coprofagia, prática reconhecidamente sexual. Elas, que tinham o dever de falar e informar, foram omissas. Leia o texto do nosso amigo abaixo. Assino embaixo e aplaudo. Clap, clap, clap. Um cheiro no cu de todos. Entrem em contato!

Skype: amocheirarmerda@hotmail.com

Sou adepto da coprofagia, porém,antes que me repudiem por conta de suas “sensibilidades” informo também que sou homem, do sexo masculino, homossexual, 46 anos, branco, cidadão brasileiro, antropólogo, professor universitário de graduação e pós-graduação em universidade pública, pai de duas jovens, poeta, articulista em periódicos científicos internacionais, consultor no Ministério da Cultura, proprietário de uma editora, pesquisador do CNPQ e ativista em questões de gênero, etnia e sexualidades.

Ao assistir, com uma das minhas filhas, na madrugada do domingo para segunda-feira, a reprise do programa PODSex na MTV me espanto ao ver, duas apresentadoras, supostamente apropriadas para discorrer sobre as nuances da sexualidade humana, serem taxativas a uma das práticas que consideraram impensáveis devido a sua “sensibilidade gástrica” e simplesmente se recusaram dela dar esclarecimentos, evidenciando assim o quão normalizadas estas duas jovens ditas “descoladas” são pelos padrões da héteronormatividade e do sexo com fins reprodutivos pregados pela moralidade cristã.

Alegar que não seria de bom tom dizer sobre esta prática justamente em programa em que o tema escolhido era fetiche sexual denota as balizas pelas quais a percepção de sexualidade desta emissora e suas representantes são guiadas e encerra em si mesma a suposta “abertura” tão necessária ao jovem, que comumente recorre a programas deste tipo para se apoiar em seus saberes sobre sua sexualidade, desejos e prazeres, condenados pelas normas reprodutivas da vida sexual enfaticamente cristã que ainda nos regula.

Ao não ser considerada como legítima de ser tratada por estas duas jovens, a coprofagia, foi estigmatizada como anormalidade de padrões sociais, mentais e humanos, podendo, até bem mais que a zoofilia, mostrada por outra prática que com ela se assimila, ser expurgada da prática sexual entre aqueles que sabem da esfera hedônica a que o sexo também deve incorporar.

Assim, ao rechaçar determinadas condutas sexuais em detrimento das que considerem mais leves e curiosas, o programa só acentua sua superficialidade e pseudo "descolamento", em que na verdade, as falas ali emitidas estão cunhadas pelo machismo e subserviência do corpo e mente femininas para o sexo omisso, frustrante e desumanizador, aquele ao qual se condiciona o corpo não para as sensações advindas da libertadora cumplicidade, mas sim da submissão às normas sociais que persistem entre quatro paredes.

É salutar que este, como demais programas com a mesma pretensão, sejam mais inclusivos nos seus discursos e que se atentem para a pluralidade verdadeira de possibilidades de efetivação humanas contidas em infinitas práticas sexuais e de comportamentos eróticos.

Como cidadão, professor, intelectual, pesquisador, escritor, pai, empresário e mobilizador social, minhas posições e convicções sociais me permitem formar minha identidade sexual do modo como bem me convém, sem por isso ser alijado dos bens e práticas de exercer e garantir a cidadania plena neste país.

Ser um apreciador da coprofagia, portanto, não me resume a ser alguém danoso à civilização, uma animal, e ao contrário das referidas apresentadoras, que passariam mal por ter jantado e não conseguirem falar sobre ingestão de fezes, minha sensibilidade humana tão apurada não me permitiu dormir esta noite por ver ato tão indigesto e nojento quanto a postura destas duas lindas, mas comuns jovens numa função de formação de opiniões da juventude totalmente despreparadas para tal.

Cordialmente, I.S.M.