segunda-feira, 11 de março de 2019
IMPORTANTE: Sou um scatter SEPARADO!
Gente... a vida segue seu curso e algumas pessoas vieram me perguntar se ainda sou casado. Como muita gente acompanha minha vida scatter por aqui, preciso dizer que NÃO ESTOU MAIS CASADO. No momento, estou SEPARADO. Ou seja, sou um scatter solteiro... rsrsrs. Um abraço e vamos nos falando. Um cheiro no cu!
Add lá no Face: Leon Scat ou no skype: amocheirarmerda@hotmail.com
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Scat Live no Facebook, todas as segundas!!
E aí, galera? Tudo certinho? O post de hoje é bem curto. Apenas para informar e reforçar a informação para quem já sabe que faço uma live no Facebook sobre scat todas as segundas-feiras, às 19h45. A intenção é bater papo sobre o tema e esclarecer dúvidas das pessoas sobre a prática.
Já fiz duas vezes e os resultados foram muito bons. No entanto, não deixo os vídeos publicados por segurança. A ideia é que a gente se reúna mesmo, toda segunda, como um bate-papo informal. Conversa de boteco. Trocar ideia sobre scat é muito gostoso!
Bom, então recado dado! Toda segunda-feira, 19h45, tem scat live no Face! Basta adicionar meu perfil, galera! https://www.facebook.com/leon.scat Espero todo mundo na próxima segunda para falarmos sobre essa prática que é tão prazerosa! Um beijo e um cheiro no cu! Qualquer coisa, me chamem também no Skype: amocheirarmerda@hotmail.com Abraços!
terça-feira, 5 de junho de 2018
Lixo e Gênero. Mijar/Cagar. Masculino/Feminino. (Reprodução do texto de Beatriz Preciado, no site Select Art, vinculado ao Terra)
Legenda da foto: Fabíola Dumont, Centro de Esportes Radicais, São Paulo. Terminal 10 mg, Mexa. Setembro 2017 (Foto: Dudu Quintanilha)
Silenciosamente, a arquitetura opera como a mais discreta e efetiva das “tecnologias de gênero”
por Beatriz Preciado
Dentro das fronteiras nacionais, milhares de fronteiras de gênero, difusas e tentaculares, segmentam cada metro quadrado do espaço ao nosso redor. Lá onde a arquitetura parece simplesmente se colocar a serviço das necessidades naturais mais básicas (dormir, comer, cagar, mijar…), as portas e janelas, os muros e aberturas, regulando o acesso e o olhar, operam silenciosamente como a mais discreta e efetiva das “tecnologias de gênero”. (1)
Os banheiros públicos, por exemplo, instituições burguesas espalhadas pelas cidades europeias a partir do século 19, foram inicialmente pensados como espaços de gestão do lixo corporal nas cidades (2) e converteram-se, progressivamente, em locais de policiamento de gênero. Não é por acaso que a nova disciplina fecal imposta pela emergente burguesia no fim do século 19 seja contemporânea do estabelecimento de novos códigos conjugais e domésticos que exigem a redefinição espacial dos gêneros e que serão cúmplices da normalização da heterossexualidade e da patologização da homossexualidade. No século 20, os banheiros viraram autênticas cédulas públicas de inspeção, nas quais se avalia a adequação de cada corpo com os códigos vigentes de masculinidade e feminidade.
Na porta de cada banheiro há um único sinal, uma interpelação de gênero: masculino ou feminino, damas ou cavalheiros, chapéu masculino ou chapéu feminino, bigode ou florzinha, como se a ação de entrar no banheiro fosse mais para refazer o gênero do que para se desfazer da urina e da merda. Ninguém nos pergunta se vamos cagar ou mijar, se temos ou não diarreia, ninguém se interessa pela cor nem pelo tamanho da merda. O único que importa é o GÊNERO.
Analisemos, por exemplo, os banheiros do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, esgoto de dejetos orgânicos internacionais no meio de um circuito de fluxos de globalização do capital. Entremos no banheiro feminino. Uma lei não escrita autoriza as visitantes casuais do banheiro a inspecionar o gênero de cada novo corpo que escolhe cruzar essa fronteira. Uma pequena multidão de mulheres, que geralmente compartilham um ou vários espelhos e pias, atua como inspetora anônima do gênero feminino, controlando o acesso dos novos visitantes aos compartimentos privados, onde se esconde, entre o decoro e a imundícia, uma privada. Aqui, o controle público da feminidade heterossexual é exercido em primeiro lugar pelo olhar e, só em caso de dúvida, por meio da palavra.
Qualquer ambiguidade de gênero (cabelo muito curto, falta de maquiagem, uma penugem que aparece em forma de bigode, passo demasiado afirmativo…) exigirá um interrogatório do potencial usuário, que estará obrigado a justificar a coerência da sua escolha de banheiro: “Psiu, você! Você errou o banheiro, o masculino está à direita.” Um acúmulo de signos do gênero do outro banheiro exige irremediavelmente o abandono do espaço monogênero sob pena de sanção verbal ou física. Por fim, sempre é possível avisar à autoridade pública (geralmente, uma representação masculina do Estado) para desalojar o corpo transmutado (pouco importa que se trate de um homem ou de uma mulher masculina).
Se, superando esse exame de gênero, conseguirmos ingressar em uma das cabines, nos encontraremos em uma sala de 1 x 1,50 metro quadrado que tenta reproduzir em miniatura a privacidade de um banheiro doméstico. A feminidade produz-se precisamente pela subtração de toda função fisiológica diante do olhar público. Contudo, a cabine proporciona uma privacidade unicamente visual. É assim que a domesticidade estende seus tentáculos e penetra no espaço público. Como destaca Judith Halberstam, “o banheiro é uma representação, ou uma paródia, da ordem doméstica fora do lar, no mundo exterior”. (3)
Cada corpo preso em uma cápsula evacuatória de paredes opacas que o protegem de mostrar seu corpo nu, de expor à vista pública a forma e a cor das suas excreções, compartilha, porém, o som dos jatos de chuva dourada e o cheiro das merdas que escorregam nos sanitários contíguos. Livre. Ocupado. Uma vez fechada a porta, uma privada branca, entre 40 e 50 centímetros de altura, como se fosse um banquinho de cerâmica perfurado que conecta o nosso corpo defecante a uma invisível cloaca universal (na qual se misturam os resíduos de mulheres e homens), nos convida a sentar tanto para cagar quanto para mijar. O vaso sanitário feminino reúne assim duas funções diferenciadas tanto pela sua consistência (sólido/líquido), como pelo seu ponto anatômico de evacuação (duto urinário/ânus), sob uma mesma postura e um mesmo gesto: feminino=sentado.
Ao sair da cabine reservada à excreção, o espelho, reverberação do olhar público, convida ao retoque da imagem feminina sob o olhar regulador de outras mulheres. Atravessemos o corredor para nos dirigir agora ao banheiro masculino. Fixados na parede, a uma altura entre 80 e 90 centímetros do chão, um ou vários mictórios agrupam-se em um espaço, geralmente também destinado às pias, acessível ao olhar público. Dentro desse espaço, uma peça fechada, separada categoricamente do olhar público por uma porta com fechadura, permite o acesso a uma privada similar à que mobilia os banheiros femininos. A partir do início do século 20, a única lei arquitetônica comum a toda construção de banheiros masculinos é essa separação de funções: mijar-de-pé-mictório/cagar-sentado-privada. Em outras palavras, a produção eficaz da masculinidade heterossexual depende da imperativa separação da genitalidade e da analidade.
Poderíamos pensar que a arquitetura constrói barreiras quase naturais, respondendo a uma diferença essencial de funções entre homens e mulheres. Na verdade, a arquitetura funciona como uma verdadeira prótese de gênero que produz e fixa as diferenças entre as mencionadas funções biológicas. O mictório, como uma protuberância arquitetônica que cresce desde a parede e se ajusta ao corpo, atua como uma prótese da masculinidade, facilitando a postura vertical para mijar sem respingar. Mijar de pé publicamente é uma das performances constitutivas da masculinidade heterossexual moderna. Dessa forma, o discreto mictório não é somente um instrumento de higiene, mas uma tecnologia de gênero que participa na produção da masculinidade no espaço público. Por isso, os mictórios não estão trancados em cabines opacas, mas em espaços abertos ao olhar coletivo, sendo mijar-de-pé-entre-homens uma atividade cultural que gera vínculos de sociabilidade compartilhados por todos aqueles que, ao fazer isso publicamente, são reconhecidos como homens.
Duas lógicas opostas dominam os banheiros feminino e masculino.
Enquanto o feminino é a reprodução de um espaço doméstico no meio do espaço público, o banheiro masculino é um adendo do espaço público, no qual se intensificam as leis de visibilidade e posição ereta, que tradicionalmente definiam o espaço público como espaço de masculinidade. Enquanto o banheiro feminino opera como um mini pan-óptico, no qual as mulheres vigiam coletivamente seu grau de feminidade heterossexual e no qual toda aproximação sexual resulta numa agressão masculina, o banheiro masculino aparece como um terreno propício para a experimentação sexual. Na nossa paisagem urbana, o banheiro masculino, vestígio quase arqueológico de uma época de masculinismo mítico, na qual o espaço público era privilégio dos homens, é, juntamente com os clubes automobilísticos, deportivos ou de caça, e alguns prostíbulos, um dos redutos públicos em que os homens podem se permitir jogos de cumplicidade sexual sob a aparência de rituais de masculinidade. Mas, precisamente porque os banheiros são cenários normativos de produção da masculinidade, eles podem funcionar também como um teatro de ansiedade heterossexual.
Nesse contexto, a divisão espacial de funções genitais e anais protege contra uma possível tentação homossexual, ou melhor, condena-a ao âmbito da privacidade. Diferentemente do mictório, nos banheiros masculinos, a privada, símbolo de feminidade abjeta/sentada, preserva os momentos de defecação de sólidos (momentos de abertura anal) do olhar público. Como Lee Edelman (4) sugere, o ânus masculino, orifício potencialmente aberto à penetração, deve abrir-se somente em espaços fechados e protegidos do olhar de outros homens, porque, caso contrário, poderia suscitar um convite homossexual.
Nós não vamos aos banheiros para evacuar, mas sim para fazer nossas necessidades de gênero. Não vamos para mijar, mas sim para reafirmar os códigos da masculinidade e da feminidade no espaço público. Por isso escapar do regime de gênero dos banheiros públicos é desafiar a segregação sexual que a moderna arquitetura urinária impõe há ao menos dois séculos: público/privado, visível/invisível, decente/obsceno, homem/mulher, pênis/vagina, de-pé/sentado, ocupado/livre… Uma arquitetura que fabrica os gêneros, enquanto, sob o pretexto de higiene pública, diz-se ocupar simplesmente da gestão de nossos lixos orgânicos. LIXO>GÊNERO. Infalível economia produtiva que transforma o lixo em gênero. Não nos deixemos enganar: na máquina capital-heterossexual nada é desperdiçado. Pelo contrário, cada momento de expulsão de um dejeto orgânico serve como ocasião para reproduzir o gênero. As inofensivas máquinas que comem nossa merda são em realidade próteses normativas de gênero. Tradução de Ana Abril do texto original em castelhano publicado no blog Parole de Queer, em setembro de 2013.
(1) Utilizo aqui a expressão de Teresa de Laurentis para definir o conjunto de instituições e técnicas, desde o cinema até o direito, passando pelos banheiros públicos, que produzem a verdade da masculinidade e da feminidade. Ver: Teresa de Laurentis, Technologies of Gender, Bloomington, Indiana University Press, 1989.
(2) Ver: Dominique Laporte, Histoire de la Merde, Christian Bourgois Éditeur, Paris, 1978; e Alain Corbin, Le Miasme et la Jonquille, Flammarion, Paris, 1982.
(3) Judith Halberstam, Techno-homo: on bathrooms, butches, and sex with furniture, in Jenifer Terry and Melodie Calvert Eds., Processed Lives. Gender and Technology in the Everyday Life, Routledge, London and New York, 1997, p.185.
(4). Ver: Lee Edelman, Men’s Room em Joel Sanders, Ed. Stud. Architectures of Masculinity, New York, Princeton Architectural Press, 1996, pp.152-161.
Paul Beatriz Preciado é escritor, curador e ativista transgênero. Conhecido anteriormente como Beatriz Preciado, desde 2016 assina como Paul Beatriz. Autor dos livros Manifesto Contrassexual, Testo Yonqui, Pornotopía e Terror Anal, Preciado é um dos mais influentes pensadores contemporâneos sobre política corporal, gênero e sexualidade.
Retrato de Paul B. Preciado (Foto: Leo Freemann)
Silenciosamente, a arquitetura opera como a mais discreta e efetiva das “tecnologias de gênero”
por Beatriz Preciado
Dentro das fronteiras nacionais, milhares de fronteiras de gênero, difusas e tentaculares, segmentam cada metro quadrado do espaço ao nosso redor. Lá onde a arquitetura parece simplesmente se colocar a serviço das necessidades naturais mais básicas (dormir, comer, cagar, mijar…), as portas e janelas, os muros e aberturas, regulando o acesso e o olhar, operam silenciosamente como a mais discreta e efetiva das “tecnologias de gênero”. (1)
Os banheiros públicos, por exemplo, instituições burguesas espalhadas pelas cidades europeias a partir do século 19, foram inicialmente pensados como espaços de gestão do lixo corporal nas cidades (2) e converteram-se, progressivamente, em locais de policiamento de gênero. Não é por acaso que a nova disciplina fecal imposta pela emergente burguesia no fim do século 19 seja contemporânea do estabelecimento de novos códigos conjugais e domésticos que exigem a redefinição espacial dos gêneros e que serão cúmplices da normalização da heterossexualidade e da patologização da homossexualidade. No século 20, os banheiros viraram autênticas cédulas públicas de inspeção, nas quais se avalia a adequação de cada corpo com os códigos vigentes de masculinidade e feminidade.
Na porta de cada banheiro há um único sinal, uma interpelação de gênero: masculino ou feminino, damas ou cavalheiros, chapéu masculino ou chapéu feminino, bigode ou florzinha, como se a ação de entrar no banheiro fosse mais para refazer o gênero do que para se desfazer da urina e da merda. Ninguém nos pergunta se vamos cagar ou mijar, se temos ou não diarreia, ninguém se interessa pela cor nem pelo tamanho da merda. O único que importa é o GÊNERO.
Analisemos, por exemplo, os banheiros do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, esgoto de dejetos orgânicos internacionais no meio de um circuito de fluxos de globalização do capital. Entremos no banheiro feminino. Uma lei não escrita autoriza as visitantes casuais do banheiro a inspecionar o gênero de cada novo corpo que escolhe cruzar essa fronteira. Uma pequena multidão de mulheres, que geralmente compartilham um ou vários espelhos e pias, atua como inspetora anônima do gênero feminino, controlando o acesso dos novos visitantes aos compartimentos privados, onde se esconde, entre o decoro e a imundícia, uma privada. Aqui, o controle público da feminidade heterossexual é exercido em primeiro lugar pelo olhar e, só em caso de dúvida, por meio da palavra.
Qualquer ambiguidade de gênero (cabelo muito curto, falta de maquiagem, uma penugem que aparece em forma de bigode, passo demasiado afirmativo…) exigirá um interrogatório do potencial usuário, que estará obrigado a justificar a coerência da sua escolha de banheiro: “Psiu, você! Você errou o banheiro, o masculino está à direita.” Um acúmulo de signos do gênero do outro banheiro exige irremediavelmente o abandono do espaço monogênero sob pena de sanção verbal ou física. Por fim, sempre é possível avisar à autoridade pública (geralmente, uma representação masculina do Estado) para desalojar o corpo transmutado (pouco importa que se trate de um homem ou de uma mulher masculina).
Se, superando esse exame de gênero, conseguirmos ingressar em uma das cabines, nos encontraremos em uma sala de 1 x 1,50 metro quadrado que tenta reproduzir em miniatura a privacidade de um banheiro doméstico. A feminidade produz-se precisamente pela subtração de toda função fisiológica diante do olhar público. Contudo, a cabine proporciona uma privacidade unicamente visual. É assim que a domesticidade estende seus tentáculos e penetra no espaço público. Como destaca Judith Halberstam, “o banheiro é uma representação, ou uma paródia, da ordem doméstica fora do lar, no mundo exterior”. (3)
Cada corpo preso em uma cápsula evacuatória de paredes opacas que o protegem de mostrar seu corpo nu, de expor à vista pública a forma e a cor das suas excreções, compartilha, porém, o som dos jatos de chuva dourada e o cheiro das merdas que escorregam nos sanitários contíguos. Livre. Ocupado. Uma vez fechada a porta, uma privada branca, entre 40 e 50 centímetros de altura, como se fosse um banquinho de cerâmica perfurado que conecta o nosso corpo defecante a uma invisível cloaca universal (na qual se misturam os resíduos de mulheres e homens), nos convida a sentar tanto para cagar quanto para mijar. O vaso sanitário feminino reúne assim duas funções diferenciadas tanto pela sua consistência (sólido/líquido), como pelo seu ponto anatômico de evacuação (duto urinário/ânus), sob uma mesma postura e um mesmo gesto: feminino=sentado.
Ao sair da cabine reservada à excreção, o espelho, reverberação do olhar público, convida ao retoque da imagem feminina sob o olhar regulador de outras mulheres. Atravessemos o corredor para nos dirigir agora ao banheiro masculino. Fixados na parede, a uma altura entre 80 e 90 centímetros do chão, um ou vários mictórios agrupam-se em um espaço, geralmente também destinado às pias, acessível ao olhar público. Dentro desse espaço, uma peça fechada, separada categoricamente do olhar público por uma porta com fechadura, permite o acesso a uma privada similar à que mobilia os banheiros femininos. A partir do início do século 20, a única lei arquitetônica comum a toda construção de banheiros masculinos é essa separação de funções: mijar-de-pé-mictório/cagar-sentado-privada. Em outras palavras, a produção eficaz da masculinidade heterossexual depende da imperativa separação da genitalidade e da analidade.
Poderíamos pensar que a arquitetura constrói barreiras quase naturais, respondendo a uma diferença essencial de funções entre homens e mulheres. Na verdade, a arquitetura funciona como uma verdadeira prótese de gênero que produz e fixa as diferenças entre as mencionadas funções biológicas. O mictório, como uma protuberância arquitetônica que cresce desde a parede e se ajusta ao corpo, atua como uma prótese da masculinidade, facilitando a postura vertical para mijar sem respingar. Mijar de pé publicamente é uma das performances constitutivas da masculinidade heterossexual moderna. Dessa forma, o discreto mictório não é somente um instrumento de higiene, mas uma tecnologia de gênero que participa na produção da masculinidade no espaço público. Por isso, os mictórios não estão trancados em cabines opacas, mas em espaços abertos ao olhar coletivo, sendo mijar-de-pé-entre-homens uma atividade cultural que gera vínculos de sociabilidade compartilhados por todos aqueles que, ao fazer isso publicamente, são reconhecidos como homens.
Duas lógicas opostas dominam os banheiros feminino e masculino.
Enquanto o feminino é a reprodução de um espaço doméstico no meio do espaço público, o banheiro masculino é um adendo do espaço público, no qual se intensificam as leis de visibilidade e posição ereta, que tradicionalmente definiam o espaço público como espaço de masculinidade. Enquanto o banheiro feminino opera como um mini pan-óptico, no qual as mulheres vigiam coletivamente seu grau de feminidade heterossexual e no qual toda aproximação sexual resulta numa agressão masculina, o banheiro masculino aparece como um terreno propício para a experimentação sexual. Na nossa paisagem urbana, o banheiro masculino, vestígio quase arqueológico de uma época de masculinismo mítico, na qual o espaço público era privilégio dos homens, é, juntamente com os clubes automobilísticos, deportivos ou de caça, e alguns prostíbulos, um dos redutos públicos em que os homens podem se permitir jogos de cumplicidade sexual sob a aparência de rituais de masculinidade. Mas, precisamente porque os banheiros são cenários normativos de produção da masculinidade, eles podem funcionar também como um teatro de ansiedade heterossexual.
Nesse contexto, a divisão espacial de funções genitais e anais protege contra uma possível tentação homossexual, ou melhor, condena-a ao âmbito da privacidade. Diferentemente do mictório, nos banheiros masculinos, a privada, símbolo de feminidade abjeta/sentada, preserva os momentos de defecação de sólidos (momentos de abertura anal) do olhar público. Como Lee Edelman (4) sugere, o ânus masculino, orifício potencialmente aberto à penetração, deve abrir-se somente em espaços fechados e protegidos do olhar de outros homens, porque, caso contrário, poderia suscitar um convite homossexual.
Nós não vamos aos banheiros para evacuar, mas sim para fazer nossas necessidades de gênero. Não vamos para mijar, mas sim para reafirmar os códigos da masculinidade e da feminidade no espaço público. Por isso escapar do regime de gênero dos banheiros públicos é desafiar a segregação sexual que a moderna arquitetura urinária impõe há ao menos dois séculos: público/privado, visível/invisível, decente/obsceno, homem/mulher, pênis/vagina, de-pé/sentado, ocupado/livre… Uma arquitetura que fabrica os gêneros, enquanto, sob o pretexto de higiene pública, diz-se ocupar simplesmente da gestão de nossos lixos orgânicos. LIXO>GÊNERO. Infalível economia produtiva que transforma o lixo em gênero. Não nos deixemos enganar: na máquina capital-heterossexual nada é desperdiçado. Pelo contrário, cada momento de expulsão de um dejeto orgânico serve como ocasião para reproduzir o gênero. As inofensivas máquinas que comem nossa merda são em realidade próteses normativas de gênero. Tradução de Ana Abril do texto original em castelhano publicado no blog Parole de Queer, em setembro de 2013.
(1) Utilizo aqui a expressão de Teresa de Laurentis para definir o conjunto de instituições e técnicas, desde o cinema até o direito, passando pelos banheiros públicos, que produzem a verdade da masculinidade e da feminidade. Ver: Teresa de Laurentis, Technologies of Gender, Bloomington, Indiana University Press, 1989.
(2) Ver: Dominique Laporte, Histoire de la Merde, Christian Bourgois Éditeur, Paris, 1978; e Alain Corbin, Le Miasme et la Jonquille, Flammarion, Paris, 1982.
(3) Judith Halberstam, Techno-homo: on bathrooms, butches, and sex with furniture, in Jenifer Terry and Melodie Calvert Eds., Processed Lives. Gender and Technology in the Everyday Life, Routledge, London and New York, 1997, p.185.
(4). Ver: Lee Edelman, Men’s Room em Joel Sanders, Ed. Stud. Architectures of Masculinity, New York, Princeton Architectural Press, 1996, pp.152-161.
Paul Beatriz Preciado é escritor, curador e ativista transgênero. Conhecido anteriormente como Beatriz Preciado, desde 2016 assina como Paul Beatriz. Autor dos livros Manifesto Contrassexual, Testo Yonqui, Pornotopía e Terror Anal, Preciado é um dos mais influentes pensadores contemporâneos sobre política corporal, gênero e sexualidade.
Retrato de Paul B. Preciado (Foto: Leo Freemann)
segunda-feira, 4 de junho de 2018
As mulheres têm mais dificuldade em assumir que fazem scat
Agora há pouco, tive o prazer de assistir à live, no Facebook, da Carol Benites, a Pricila Pimenta do Câmera Privê. Ela é dessas pessoas que eu prezo muito enquanto ser social. Não foge das suas responsabilidades, gosta da profissão que exerce e tem a mente bastante evoluída.
Conversamos, durante a live dela, sobre scat. E ela disse algo que eu já imaginava há algum tempo, mas não tinha como confirmar. Várias mulheres fazem scat no chat exclusivo (e na vida real também). Mas, na frente das pessoas e da sociedade, abominam a prática. Ou seja, mentem e usam máscaras!
Uma dica! Gente, ninguém é obrigado a se posicionar sobre tudo espontaneamente. Se alguém estiver julgando um scatter do meu lado, eu apenas digo que as pessoas deveriam julgar menos e cuidar mais das próprias vidas. Mas não fico dizendo gratuitamente que sou scatter. Muito menos, usaria uma máscara para dizer que acho isso nojento na frente das pessoas, quando, na verdade, amo e é meu prazer maior.
Basta não dizer nada. E se tiver de se posicionar, seja sincero, honesto. Diga que curte e ninguém tem nada a ver com isso, pois ninguém paga suas contas. Mas, pelo relato da Carol, fica claro que as mulheres têm muito mais dificuldades de assumir que fazem ou que gostam da prática.
Scat não é apenas uma questão social, galera! Postarei aqui, depois, um texto de Beatriz Preciado que fala sobre o banheiro e o gênero. É sensacional! Scat é uma questão de prazer! Se você não tiver coragem de assumir sua sexualidade, seu instinto mais primitivo e sua maior força que é o instinto sexual, que raio de ser humano é você?
Vou começar, em breve, a fazer lives no face sobre scat e tentar tirar dúvidas da galera sobre o tema. O que acham? Mas, a dica que fica hoje é: perca o medo. Assuma o que você é! Não ligue para o que os outros pensam e sim para o que você sente aí na sua alma! Nada é mais importante do que isso! Isso é liberdade, é viver a vida de modo mais pleno. Think about this, people! Um abraço, um cheiro no cu e até a próxima!
Chama lá no face: Leon Scat. Ou no skype: amocheirarmerda@hotmail.com
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Perguntas mais frequentes sobre SCAT
Galera, hoje resolvi fazer um post sobre as perguntas mais frequentes no scat! Muita gente me aborda no Facebook querendo tirar quase sempre as mesmas dúvidas. Então, resolvi compilar aqui o que mais me perguntam, com as devidas respostas. Vamos lá!
1) Como você descobriu que gostava de scat? E como começou a praticar?
R: Como a história é muito longa para resumir em poucas linhas, escrevi dois posts sobre isso no blog. Recomendo que leiam.
http://scatsexo.blogspot.com.br/2017/06/minha-vida-scatter-da-infancia-fase.html
http://scatsexo.blogspot.com.br/2017/06/minha-primeira-vez-no-scat-sim-fui.html
2) O que mais te atrai no scat?
R: O cheiro! Amo cheirar cu fedido e cocô. Sim, a mulher deve deixar o cu sem lavar pelo menos uns dois dias. Cheirar cu limpo não tem graça nenhuma.
3) Você faz também com homens ou só com mulher!
R: Mulher, mulher e mulher! rsrsrsrs (trans, podemos conversar)
3) Como você faz para tirar o cheiro?
R: Passe sabonete íntimo feminino na região e lave bem. O sabonete íntimo feminino neutraliza odores... Depois, lave normalmente com o sabonete de sua preferência.
4) Como você gosta de se realizar no scat?
R: Amo cheirar cu fedido. Depois de cheirar muito, gosto de receber cocô na boca e no peito. Esfrego na cara, no pau e gozo muito! Adoro cheirar e lamber a merda também.
5) Qual seu tipo de cocô preferido?
R: Durinho e marrom escuro
6) Você pede para que as pessoas comam algo antes do scat?
R: Não! Eu gosto do que o organismo da pessoa produz. No entanto, comer massa sempre dá mais volume e a ingestão de fibras como folhas, arroz integral, etc, dá a consistência mais firme.
7) Como você faz para encontrar praticantes?
R: Essa é a pergunta de um milhão de dólares! Se tivesse receita, eu estava feito! Mas não tem! A dica que dou: mantenha redes sociais voltadas ao scat. Tenho face (Leon Scat) e skype (amocheirarmerda@hotmail.com). Procure tamém em salas de bate-papo tipo uol.
8) Você também faz sexo com a pessoa ou só scat?
R: Para mim, scat é sexo. Depende muito do que a parceira quer fazer. Se ela quiser penetração, eu tento, tanto na vagina como no cu. Porém, a penetração para mim não é necessária. Chega a ser até desinteressante. Não ligo para penetrar. Tendo scat, é o que vale. (Atualizando para esclarecer o comentário que recebi no post!!)
É claro que eu curto beijo, sexo oral, penetração, etc. O que eu quis dizer acima é que não é absolutamente necessário. E disse isso por uma razão. Tem mulher que curte sexo com scat. Tem mulher que não curte! Algumas com quem fiz não queriam o sexo. Queriam apenas o scat. Se a mulher quiser o sexo, acho um ótimo complemento para o scat! Será que agora esclareci?
Acho que essas são as mais recorrentes. Mas, qualquer coisa, estamos aí! Um cheiro no cu!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Link da entrevista sobre scat para rádio
Aeeeeeee gente! Saiu o link com minha entrevista para a rádio! Para quem perdeu, é a chance de ouvir!
https://www.youtube.com/watch?v=hXFLdsdokZg&list=PLiLAdD0idHzK2aCrECh1RANOiVUe8Z3lh&index=87
Um cheiro no cu! Para quem quiser, basta me adicionar no Skype (amocheirarmerda@hotmail.com) e no face: Leon Scat! Boas Festas, amigos!
https://www.youtube.com/watch?v=hXFLdsdokZg&list=PLiLAdD0idHzK2aCrECh1RANOiVUe8Z3lh&index=87
Um cheiro no cu! Para quem quiser, basta me adicionar no Skype (amocheirarmerda@hotmail.com) e no face: Leon Scat! Boas Festas, amigos!
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Entrevista sobre scat nesta quinta 14/12/2017
Galeraaaaaaaaaaaaaaa!! Amanhã à noite vou falar sobre scat!!! Falar do q curto e tentar esclarecer dúvidas sobre a prática! Bora!!!!
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Conto de scat que recebi de uma amiga
Amigos do blog! Recebi esse conto de uma amiga e vou compartilhar com vocês!
Meu primeiro scat
Perdi a virgindade aos dezoito anos, por uma questão de criação, acreditava que seria prudente atingir a maioridade. Na verdade, minha primeira vez, cheia de orgasmos e gozo pleno, viria alguns anos depois e seria algo inesquecível...
William foi o garoto com quem já namorava a algum tempo, fiquei meio decepcionada com a frustração da primeira transa, afinal, nada de inusitado ou marcante aconteceu...
O tempo passou, nos separamos e eu vivia o auge da época da faculdade, onde a vida é uma aventura inesquecível e bem no final do terceiro semestre, fui com alguns colegas de classe a uma festa na casa do Adriano, um conhecido da turma de Direito. Não éramos íntimos, mas tínhamos amigos em comum e lá fui eu para a festa.
Foi uma noite bem animada, onde rimos, dançamos e paqueramos muito... Num dado momento, Adriano veio falar comigo, sem muitos rodeios logo estávamos nos pegando de uma maneira muito envolvente, decidi deixar rolar. O som estava alto e ele sussurrou no meu ouvido, me chamando para um lugar mais calmo e sem muita conversa, estávamos em seu quarto.
Começamos a nos beijar freneticamente e com a bebida, não cedi, deixei ele tirar minha calça e senti suas mãos percorrendo meu corpo, minha bunda, quase enfiando a mão na minha calcinha, mas então, ele se ajoelhou e começou a cheirar minha buceta, sobre a calcinha já molhada de tesão e me virou de costas, enfiando sua cara em minha bunda, dando mordidinhas, me arrancando gemidos que eu tentava segurar, daí ele se levantou, me sentando na cama e tirou seu pau que quase explodia dentro da calça, me fazendo engolir quase tudo, mas eu, experiente e amante de sexo oral, comecei a mamar vagarosamente, engolindo como se minha boca fosse uma buceta, eu percebi que ele quase ia gozar, mas de repente, tirou o pau e me pôs de quatro, dizendo que ia comer meu cuzinho, que sonhava me enrabar, me perguntando “Minha putinha, gosta de dar o cú?”
Não tive tempo de responder, e senti seu dedo roçando a portinha do meu cuzinho, e o tesão que eu estava enorme, não conseguia controlar meu cú piscando, pedindo mais e sugando o dedo . Eu sentia tanto tesão do jeito que ele me tocava, que me entreguei completamente a sua mão, e quando ele meteu o dedo lá no fundo, sentiu que eu estava “cheia”, tirou o dedo e começou a cheirar... Eu fiquei meio envergonhada, mas vi seu olhos cheios de tesão e me deixei deliciar por tudo.
Ele voltou a cheirar minha bunda, abrindo bem até meu cuzinho, fungando e cheirando de um jeito delicioso... Fez isso por um bom tempo, até sentir meu sulco escorrer pelas pernas, e meteu seu pau, com bastante força, me segurando pelos cabelos, me forçando para trás e me falando um monte de palavrões... Eu não conseguia conter meu corpo e sentia que estava com muita vontade de fazer cocô, mas tive vergonha de falar, na verdade, nem queria, então ele cedeu um pouco , tirou o pau do meu cuzinho e o cheiro delicioso de merda me deixou mais excitada...
Veio até minha boca, me deu aquele pau lambuzado de cocô e me fez engolir tudo, depois me beijou e voltou a me enrabar... Quanto mais ele fodia e me mandava cagar, mais tesão eu sentia! Um tesão incontrolável e intenso, até que eu relaxei e caguei bem gostoso , empurrando o pau com minha merda. Quando acabei de cagar, ele meteu mais forte ainda, me chamando de “porca gostosa” e logo gozou dentro do meu cú... Ficamos abraçados por um bom tempo, aquele cheiro de sexo regado a cocô e ele me deu um beijo,e me chamou “minha princesinha do Scat”.
Lily Scat
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Os zombeteiros do scat
Uma coisa muito comum no scat (infelizmente) são aquelas pessoas que começam a conversar com você, todas atenciosas, amorosas, falam de scat, imaginam cenas e, quando você tenta um contato mais próximo para se conhecerem pessoalmente, a criatura some, desaparece, te bloqueia e não responde mais.
Quem nunca viveu algo assim? Há algumas possibilidades para que isso aconteça. Pode ser que a pessoa tenha ficado com vergonha ou receio, pode ser que tenha dado medo e pode ser que a pessoa seja um fake. Fakes são criaturas que passam por outras. Logo, não podem marcar um encontro pessoal ou mostrar a cara.
Aos que têm medo, receio ou vergonha, recomendo que tentem refletir, relaxar. Partir da teoria à prática no scat é um primeiro passo sempre difícil. Sim, dá frio na barriga, treme o corpo todo, bate a insegurança. Afinal, será que estou fazendo a coisa certa? Scat é algo que posso fazer sem me preocupar? Sim! Mas precisa ter confiança e coragem!
O bate-papo pela internet é ótimo! Rende punhetas memoráveis! Vcs trocam fotos, vídeos, whatsapp... Mas e na hora do encontro pessoal? Como sair da zona de conforto atrás da tela do computador ou celular e tocar um parceiro real? Uma pessoa que curte scat que nem você? Muita gente fica tensa num momento que deveria ser emocionante, relaxante e de tesão puro!!
Então, seguinte... muita calma, fique tranquilo... beba algo pra relaxar e se permita ser feliz! Permita-se ter a liberdade de fazer o que sempre quis! Entregue-se ao seu tesão instintivo! Tem aquela frase famosa nas redes sociais... "Se der medo, vai com medo mesmo!" É isso! Só o primeiro encontro é assim... Depois você se acostuma. Isso passa!
Aos que são fakes, só lamento. Deve ser muito ruim não ter coragem para ser quem é! Para viver o que você curte e ter de se passar por uma outra pessoa! Quanto sentimento reprimido! Isso não vale a pena! Não vai levá-lo a lugar algum! Tente usar a razão... veja quanta gente infeliz tem no mundo. As pessoas de bem merecem ser felizes! Sentimentalmente, sexualmente, econômica e financeiramente, profissionalmente, etc. Portanto, repense seu perfil fake... que tal transformá-lo em real? Vamos viver mais!
Um cheiro no cu! Não esquece de adicionar no face (Leon Scat) ou skype: amocheirarmerda@hotmail.com
domingo, 6 de agosto de 2017
Poema que recebi de uma amiga especial
As palavras dizem tudo... sem mais.
Um dia quando você pediu como cavalheiro sedento para saciar sua fome, descobrindo esse seu desejo pelo Scat...essa sua essência...fiquei louca para ser desejada.... E com você eu me transformo Satisfazendo suas vontades ... e dizendo loucuras ao pé do ouvido !! Esse seu olhar de predador Faz assim:
Avança em mim Não pensa...
dispensa todo o pudor,
me avança,seja lá como for,
mas que venha por inteiro
fique ao meu dispor...
te espero,
Te quero...
Assim ...
Quero só que se lambuze,
que me abuse
. Quero te sentir quente suado,
Eu quero sentir teu cheiro, cheiro doce, Incandescente, inebriante!
Eu quero sentir teu gosto, Tua boca, Tua língua indecente, eu quero ouvir tua voz dizendo tudo ao meu ouvido.
Eu quero sussurrar em seu ouvido enquanto um pedaço seu
Penetre bem gostoso em mim... e como eu quero.
Ah!...
Eu quero mais muito mais!
Eu quero te dar prazer, deixar que exploda em minha boca
Eu quero te ter, quero que sinta minha pele arrepiada, Meu cheiro, Meu gosto, Meu sexo!
Quero que aperte meu peito de prazer, alise meu peito, e morda meu pescoço levemente. Aperte a minha Bunda...dê aquele cheiro delicioso no meu CU...
, eu quero meu corpo no teu, minha boca na tua!
Eu quero ...um pouco de você quente escorrendo dentro de mim... bem fundo.
Em êxtase profundo
Ah...minha sementinha...você brotou em mim...
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