Conversas sobre scat

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Entenda o SCAT pela ótica do Marquês de Sade

O amigo Bosco Silva desenvolveu um texto que explica a paixão por SCAT sob a ótica de Marquês de Sade. O texto, intitulado "Qual sua perversão?", pode ser encontrado, na íntegra, neste link: http://infernodesade.blogspot.com.br/search?q=Qual+sua+perversão

Tomei a liberdade de reproduzir um trecho aqui, por entender que seu viés bastante interessante representa muito do que penso e sinto no SCAT. Confiram.


SEXO ANAL
Antes de nos debruçarmos sobre as particularidades da COPROFILIA, é de suma importância examinarmos uma prática sexual que, embora não considerada PARAFILIA, possuía uma grande importância para o nobre escritor francês: o SEXO ANAL.

SADE o praticava não apenas de forma ativa como passiva; e não apenas com homens, mas também com mulheres. Em Marselha, por exemplo, SADE é denunciado por três prostitutas por tê-las forçado a açoitá-lo; e depois ter praticado, em cada uma, sexo anal, enquanto ao mesmo tempo recebia em seu ânus o pênis de seu criado.


A preferência de SADE pelo sexo anal pode não apenas ser explicado por esta modalidade sexual unir tanto sadismo quanto masoquismo em uma mesma atividade sexual, quanto à certa dose de blasfêmia atribuída a ela. O que fez desta atividade o ápice de sua sexualidade, pois como bem observou Simone de Beauvoir, podemos dizer que toda a sexualidade de SADE é de teor anal; contendo, pois:

SADISMO - posto que o sexo anal provocaria dor no parceiro; seria a invasão mais completa da sexualidade de um pessoa sobre a outra; seria o máximo da intimidade sexual e da conquista;

MASOQUISMO - o sexo anal permitiria a subjugação do parceiro ou da parceira, até mesmo simbolicamente, por meio de algumas posições sexuais, representando a dominação de um sobre o outro; simbolizando a atividade de um sobre a total passividade do outro;

TRANSGRESSÃO – o sexo anal quebraria valores, principalmente valores cristãos, como a ideia de que o sexo seria permitido apenas para fins de procriação, e a ideia de que este seria antinatural.


 SADE, por meio da transgressão, transforma mesmo a blasfêmia em prazer, misturando-a ao prazer sexual; por exemplo, durante relações sexuais suas, obrigava que suas parceiras desrespeitassem símbolos cristãos.

Vale notar que, em sua época, o sexo anal, mesmo praticado de modo heterossexual, era considerado crime de sodomia, passível de detenção e mesmo de morte, tendo tal lei bases cristãs. O que certamente incluiria um atrativo a mais para SADE: o perigo. Elemento com forte poder de estimulação, pois como é sabido, ainda hoje: “O que é proibido é sempre mais procurado”.


 Tais elementos reunidos, pelo menos em parte, seriam a própria essência do desejo pelo sexo anal, como podemos ver ainda hoje em relatos de casais, em que o parceiro pretende iniciar sua parceira em tal atividade. Para muitos destes, o sexo anal é o máximo da conquista sexual, principalmente quando tal possibilidade é tantas vezes negada pela parceira, não raro com argumentos que incluem desde que tal ato causa dor, é nojento, até a afirmação de que é contra a natureza.

Negativas que só fazem aguçar ainda mais o desejo do parceiro. Principalmente em uma cultura como a nossa que privilegia como modelo de beleza mulheres possuidoras de fartas e belas bundas, chegando mesmo tal atributo tornar-se um meio de alcançar sucesso profissional ou econômico, como podemos observar acompanhando carreiras de dançarinas, ou mesmo na vida cotidiana, em que grande parte dos homens bem sucedidos aparecerem nos meios de comunicação ostentando mulheres com “belos traseiros”, tornando as nádegas femininas status social.


 TRANSGRESSÃO E PARAFILIA
Ao atribuir, revolucionariamente, à transgressão papel coadjuvante ao prazer sexual, e ao explorar ao extremo os prazeres do corpo, a transgressão terá papel fundamental no pensamento de SADE, como também em seus escritos.

Tornando-se mesmo em muitas descrições de sexo extremo, em sua literatura, o elemento fundamental, o que parece refletir bem a realidade, já que muitos desejos sexuais extremos, praticados na realidade, possuem a transgressão e o proibido como elementos fundamentais, como o sujeito que necessita da sensação do proibido, envolvendo a não permissão do outro, para excitar-se, como no caso de alguns exibicionistas que exibem seus órgãos sexuais para pessoas desavisadas, nas esquinas, em frente de escolas; em geral para pessoas estranhas ao seu convívio.


 A surpresa e a não permissão, que estão por trás de seu ato proibido, são os elementos que o excitam. Fato que não aconteceria se fosse visto por ele, ou por outras pessoas, como algo natural e permitido. A transgressão é o princípio deflagrador e excitador de tal ato.

Originando também atos modernos como comportamentos sexuais autodestrutíveis, como os praticados pelo movimento de homossexuais masculino denominado de BAREBACK, em que o prazer sexual está em transgredir normas de saúde, possibilitando assim a transmissão e a infecção pelo vírus da AIDS, por meio do relacionamento com indivíduos desconhecidos, principalmente com indivíduos já infectados pelo vírus da AIDS, sem uso de preservativo.


 COPROFILIA E SCAT
  
COPROFILIA é a atração sexual por fezes humanas; que pode ser acompanhada, muitas vezes, por COPROFAGIA; que, por sua vez, significa o prazer sexual em ingerir fezes.

Como em todas as formas de extremismos, em que uma atitude extrema é alcançada gradativamente por meio de graus menores de extremismos, o sexo anal e a anilíngua (manipulação anal por meio da língua) poderiam ser mesmo vistos como um caminho que levaria do SADISMO e MASOQUISMO à COPROFILIA, já que este tenderia a proporcionar contato com fezes humanas.


Seguindo esta linha de raciocínio, a COPROFILIA seria a culminância de um processo de associações graduais, em que, em princípio, o futuro coprófilo sentiria atração normal por nádegas, e, gradualmente, estenderia seu desejo ao ânus; em seguida, movido por meio de associações e TRANSGRESSÕES graduais, teria sua atração voltada para a defecação do ser desejado; culminando, finalmente, no prazer de manusear, cheirar, ou até mesmo ingerir fezes humanas.

Há que se levar em conta também outros elementos, como o FETICHE; uma atividade profundamente simbólica, relatada mesmo por muitos praticantes de tais atividades; em que as fezes humanas ganhariam uma proporção gigantesca de simbolismos e metáforas em relação ao ser desejado.


 E em que o contato com as fezes seria visto como “uma oferta de profundidade do interior de um desejável corpo, tornando-o muito, muito íntimo”. Seria como um canibalismo simbólico, em que o contato com as fezes, a ingestão desta, seria como a absorção simbólica do objeto do desejo em seu grau máximo de intimidade.

Há também, sem dúvida, um ato de desafio, de proibido, em tal atividade que a muitos, em si, representaria um estímulo a mais. Para alguns masoquistas o ato significaria submissão e auto degradação simbólica ao ser amado. Por isso, tal prática novamente teria um grande valor em comportamentos religiosos.


Aqui, novamente, o que para muitos seria considerado repulsivo, tornar-se-ia um ato santo quando visto pelos olhos da fé cristã, ou não seria melhor dizer: quando visto pelo MASOQUISMO CRISTÃO? Como podemos ver em alguns casos:

Santa Marguerite-Marie Alacoque (1647-90), transformava vômitos de doentes em seu alimento; mais tarde ao ingerir fezes de uma doente, declarou que tal ato suscitava nela visões, em que esta aparecia atrelada com a boca nas chagas de Cristo.


O profeta Ezequiel, foi ordenado por Deus a comer fezes humanas: “E o que comeres será como bolos de cevada, e cozê-los-ás sobre o esterco que sai do homem, diante dos olhos deles.” Ezequiel 4:12. No entanto, este ao protestar, Deus muda de ideia, porém sem mudar de método: “Vê, dei-te esterco de vacas, em lugar de esterco de homem; e sobre ele prepararás o teu pão.” Ezequiel 4:15.

Dentro de um rígido sistema moral, a transgressão passa a tornar-se um elemento fundamental, pois mesmo que a única lei que vigorasse na natureza fosse a lei da força bruta, tal lei não seria causa de perversões sexuais, já que a transgressão, como elemento principal, deflagrador da perversão, não existiria, pois para que houvesse tal elemento, seria preciso que o sujeito transgredisse leis morais.


 O que só pode existir em sociedades com definido e rígido sistema moral. Aí está a grande sacada de SADE: as perversões são frutos da sociedade. De uma sociedade que ao proibir o que é natural no homem, como o desejo sexual, acaba, enfim, por intensificá-lo. Pois, bem sabemos que tudo que é proibido é mais procurado.

Mantenham contato. Skype: amocheirarmerda@hotmail.com

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Reprodução da entrevista que dei para o site Pergunte a uma Mulher

Tive a honra e o orgulho de ser entrevistado por uma mulher, Luiza Costa, que abriu espaço para que eu pudesse falar sobre scat em seu site Pergunte a uma Mulher: www.pergunteaumamulher.com

Abaixo, reproduzo a entrevista na íntegra e, mais uma vez, agradeço à Luiza pela coragem em abordar um tema polêmico e controverso para a maioria da sociedade. Por minha vez, tentei esclarecer perguntas e dúvidas acerca do tema e contribuir para que diminua o preconceito para com as pessoas que praticam este fetiche. Leiam até o final! Vale a pena!

Léo Scat é jornalista, repórter e apresentador de TV. Tem 33 anos, é casado e não tem filhos.
Ele aceita conversar com as pessoas pelo skype amocheirarmerda@hotmail.com e disse que, após conhecer as pessoas no skype, para aqueles que forem sérios, poderá abrir seu perfil real nas redes sociais. Quem quiser adicionar o perfil de scat dele no Facebook é: https://www.facebook.com/leon.scat
OBS: Pessoas que forem ler, preparem o estômago, mas prometo que terão algumas partes bem engraçadas, fora informativas, nessa entrevista!!! Cá para nós, falar de cocô pode parecer nojento, mas é engraçado também. Pode me chamar de doente, mas eu pelo menos morro de rir com algumas coisas (a mongolóide, rsrs!)!!
Enfim, vamos à entrevista:
Entrevista com um praticante de SCAT
** Boa tarde, muito obrigada pela entrevista! Não me bate, mas eu deixei para almoçar antes dessa entrevista, porque sabe como é, não estou tão evoluída quanto você nessa parte e meu estomagozinho pula de falar nesses assuntos! Porém, como a minha curiosidade é maior do que tudo, bora fazer essa entrevista até o final!!!
** A pergunta que não quer calar: por que cocô? Não podia ser xixi, não? Sei lá, acho polêmico igual, mas pelo menos fede menos, rsrs!! Enfim, como você descobriu esse gosto pela coisa?
Bem, vamos lá. Algumas pessoas, ao longo da vida, passam a gostar de scat por diversas razões. Freud, o pai da psicanálise, diz que esse fetiche se dá em algumas pessoas por não terem tido uma boa transição da fase anal para a sexual ou fálica. Explicando: segundo Freud, a criança tem do 1º ao 3º ano de vida a fase anal, em que o controle dos músculos do reto – esfíncter – é a grande sacada. Quem tem fixação nessa fase, pode desenvolver o gosto pelo scat. Segundo a Wikipedia: “Desse modo, as polaridades entre erotismo/sadismo, expulsão/retenção das fezes são expressas em conflitos relacionados à ambivalência, atividade/passividade, dominação, separação e individuação. Excesso de ordem, parcimônia e obstinação são traços característicos do caráter anal. Ambivalência, desmazelo, teimosia e tendências masoquistas representam conflitos oriundos desse período. Vários aspectos da neurose obsessivo-compulsiva sugerem fixação anal. Nesse estágio, os significados simbólicos de dar e recusar, atribuídos à atividade de defecação, são condensados por Freud na equação: fezes=presente=dinheiro.”
No meu caso, a parte do presente é válida. Mas acho que, em mim, isso é inato, ou seja, de nascença, pois não me recordo de nenhum episódio que tenha ocorrido na minha infância e que tenha feito eu gostar de cocô. Simplesmente descobri, logo quando criança, com 8 ou 9 anos, que adorava bunda, cheiro de bunda e cheiro de cocô. Eram coisas que me excitavam e me deixavam de pipi duro. Na infância, cheguei a cheirar a bunda de um amiguinho e só confirmei que realmente tinha tesão naquilo. Aí, quando fui crescendo, cheguei a pegar, na escola, papéis higiênicos sujos em banheiros e adorava cheirar e lamber. Tesão máximo! E, crescendo mais, obviamente o tesão, junto com a sexualidade, desloca-se para a outra pessoa. E passei a ter uma busca incessante para encontrar uma mulher que gostasse de fornecer o cocô e me deixasse cheirar o cu sujinho, suadinho. Antes que você me pergunte, minha mulher não gosta e não pratica o SCAT. Mas sempre soube do meu fetiche. Logo, cabeça aberta que é (até por isso estamos juntos há mais de 10 anos), sempre permitiu que eu procurasse quem gostasse da prática, para também me realizar e ficar feliz. E antes que pergunte (parte 2), não foi tão difícil eu contar pra ela. Abri o jogo com mais ou menos 3 anos de relacionamento. Achei melhor ser honesto e sincero. Ela disse que respeitava, que não gostava e que permitia que eu procurasse alguém para me realizar nessa parte. Mas que ela seria muito feliz comigo, pois o importante era que estivéssemos juntos. E assim é até hoje. Temos quase 4 anos de casados e quase 10 juntos. Gente, cabeça aberta é isso. É quem ama e não julga, não acha que ninguém é louco por ter um fetiche sexual diferente.

** E chuva amarela, o que você acha?! Gosta? Já fez?
Não gosto de chuva dourada, apenas do tradicional banho marrom mesmo. Até porque, justamente o que espanta muita gente no banho marrom é exatamente o que me atrai: o cheiro. É a coisa que mais me excita.

** Uma pergunta que sempre quis saber desde criança, mas nunca tive coragem para tirar a prova dos 30. Que gosto tem o cocô? rsrs. E nem precisa falar que é gosto de merda, porque isso eu já sei!! Tipo, lembra alguma coisa, comida podre, sei lá? Também dizem que o cheiro da coisa interfere no sabor, logo, será que se comer cocô sem cheirar seria “mais gostoso”? kkkk
As fezes são formadas pela digestão dos alimentos no estômago, passam pelo fígado, recebem substâncias como a bile rubina e bile verdina e, no intestino, terminam de ser processadas. A reunião destas substâncias, normalmente, produz um gosto amargo ao cocô. Mas, dependendo do que se come, já provei até cocô adocicado. Mas, eu prefiro os de tonalidade marrom escura e mais durinhos, pois são os com melhor cheiro e sabor. Não gosto de muito pastoso, nem marrom claro ou amarelado. Diarreia, muito menos. Pois no scat, gosto de cheirar o cocô, lamber e passar no corpo. E esses são ruins para isso (pelo menos para mim). Para que o cocô saia da forma como queremos, também é possível induzir o organismo a produzi-lo. Por exemplo, um cocô mais durinho e marrom escuro pode ser conseguido com a ingestão de massas e muita salada, que é formadora do bolo fecal com as fibras. Logo, alimentem-se bem e suas fezes serão lindas! hehehehe

** As pessoas que tem esse fetiche costumam gostar de fazer como: elas sempre comem, raramente comem? Ou gostam mais do cheiro, enfim?
Cada um tem um gosto. Tem gente que gosta de cocô, xixi, vômito e até tudo misturado, cuspe também. Tem gente que gosta de pegar, tem gente que gosta só de ver a pessoa fazendo, tem gente que só fornece (faz) e tem gente que só recebe (meu caso – receptor). Eu, particularmente, adoro cheirar, lamber e esfregar no corpo. Não gosto de engolir, mas muita gente gosta. Para mim, do jeito que falei é o ideal. Tendo também um cuzinho fedidinho para cheirar ou mesmo peido, é uma delícia. hehehe
Apesar de tudo, tem que ficar bem claro para as pessoas que o scat, para mim, é também um componente sexual. Ele dá tesão, excitação, para, também, fazer o sexo normal com a parceira. Ainda que muitos considerem esse um tipo de sexo sujo. hehehehe

** A propósito, esse negócio de fezes, quando aproximadas da vagina da mulher, podem causar infecções sérias por bactérias. Como é feita a higienização? Se é que tem como! Se não tiver como, nunca aconteceu de uma mulher que você transou ter que tomar antibióticos depois do fetiche?
Sim, a proximidade das fezes com a vagina pode ser perigosa. Assim como a ingestão. Por isso, não engulo. Se engolir, tomo vermífugo, que já ajuda no combate a possíveis doenças. Quanto à saúde da mulher, procuro sempre manter o distanciamento da vagina com as fezes. Por exemplo, gosto de esfregar as fezes no pênis, mas se faço isso, lavo antes de transar com a mulher, desinfeto e, claro, uso camisinha. Esfregar diretamente as fezes no clitóris da mulher não está entre meus fetiches e, também por uma questão de saúde, jamais faria isso. Mas, por via das dúvidas, tomar um vermífugo após uma sessão de scat é sempre recomendável. E, antes que me pergunte (parte 3), para tirar o cheiro depois do scat dou algumas dicas em meu blog. Passar vinagre, leite de colônia ou uma mistura de álcool com cravo da índia são algumas possibilidades.

** Acredito que mesmo assim, tomar vermífugo não seria algo 100% eficaz. Sem contar que, ainda que a pessoa não tenha nenhuma doença de fezes, as próprias fezes em si – mesmo saudáveis – contém vários elementos perigosos que são inerentes a elas. O que você pensa e faz a respeito?
Vi uma entrevista certa vez, no Jô Soares, de um doutor que falou sobre o uso das fezes em tratamentos de saúde. Queria ter achado o link, mas não encontrei. Antigamente, quando a pessoa tinha uma disfunção estomacal, faziam a sopa amarela, que era sopa de cocô saudável. Davam para o sujeito com problemas e ele ficava curado. Ou então, injetavam-se fezes saudáveis no intestino da pessoa para que estas bactérias boas agissem no organismo e curasse a pessoa. Ou seja, o cocô tem bactérias boas e ruins. Se eu fosse pensar nisso racionalmente, jamais gostaria de scat. Nesse caso, o fetiche sempre falou mais alto. Mas, graças a Deus, até hoje nunca fui acometido por nenhuma doença. Basta se higienizar bem após a prática, limpar e desinfetar e, qualquer coisa, tomar um vermífugo. Sou plenamente saudável e espero continuar sendo.

** Interessante, não sabia dessa função terapêutica das fezes! A propósito, há comunidades pelo mundo que comem cocô como parte da cultura deles, não tem?
Não conheço isso exatamente, mas, se havia a sopa amarela, com certeza, deve ter quem faça isso como um traço cultural, assim como beber urina. Para mim, não representa cultura e sim sexo. Mas deve ter sim, quem veja isso como parte de uma cultura.

** Você já pediu calcinha freiada para alguma mulher, só para ficar como brindezinho pelo dia?
Nunca pedi, mas já cheguei a levar o cocô de algumas para casa, num pote, só para me deliciar depois, quando desse vontade. Claro, no mesmo dia, pois a “validade” do cocô é bemmm curta! hehehehe

** Como as mulheres reagem quando você conta sobre esse fetiche?
Bem, essa é a parte mais complicada. Na realidade, nenhum “scater” (nome dado a quem pratica o scat) sai por aí falando a torto e a direito que gosta de cocô. Nem para qualquer mulher. A busca por parceiros(as) se dá em redes sociais e clubes de fetiches. Se bem que até muitos fetichistas têm preconceito com relação ao scat. Bom, depois de (raramente!!!) encontrar parceiras que pareçam ser realmente confiáveis e legais (no sentido de não serem apenas curiosas e sim pessoas que gostam mesmo da prática, que sentem prazer com isso), aí nos vemos na câmera (para assegurar que a pessoa existe de fato) e marcamos um encontro. Então, não se fala para qualquer pessoa que se gosta de scat, mas sim, já nos direcionamos para encontrar pessoas que gostem. Assim, quando há um encontro, já é com esse intuito, com esse propósito e não algo de ocasião. Mas, infelizmente, gente curiosa é o que mais existe. Muita gente séria vem na internet, diz que gosta, marca encontro e, no dia, por medo ou vergonha, some, não vai e te exclui das redes sociais e dos canais de comunicação. Para fazer scat, é preciso AMAR, gostar muito e ter CORAGEM para assumir isso e para efetivamente praticar.

** E você já converteu alguma mulher que disse “meu cocozinho, você jamais verá!” a fazer a prática, ou seja, você já “desvirginou” alguma mulher nesse fetiche? E ela gostou? Como foi? Rsrs
Nunca converti. Não sei se é por falta de habilidade minha ou não, mas quem diz que não gosta, não gosta e ponto. Sempre respeitei isso. E sempre que tentei e levei um não, fiquei na minha. Por isso, sempre vou em busca de pessoas que já gostem disso. Mais fácil para ambos.
Entrevista com um praticante de SCAT
** Uma vez um homem que curte scat disse algo que me chamou atenção. Ele disse que gosta disso porque, entre outras coisas, é o que de mais íntimo há em uma mulher e que isso é excitante. O que você pensa a respeito?
Penso exatamente igual. Fazer cocô é algo que o ser humano faz de modo reservado. As mulheres têm muitos problemas de intestino preso por causa disso. Só sabem fazer cocô no banheiro de casa. No serviço, nem pensar. “E se alguém entra no banheiro depois e sente o cheiro do meu cocô? Puxa, que vergonha”. Nesse aspecto, os homens são bem mais diferentes, não ligam pra isso e fazem suas necessidades em qualquer lugar. Para mulher, fazer cocô de porta aberta então, improvável. Por isso, o cocô realmente é a coisa mais íntima que há numa mulher, inclusive o cheiro dele. Assim como o cú, que também é fetiche de muitos homens (sexo anal). E por quê? Porque o ânus é a única parte do corpo humano que não é visível. Fica escondida no meio das nádegas e você tem de abrí-las para vê-lo. Tudo que fica escondido sempre é mais íntimo. Por isso também a tara de muitos homens pelo sexo anal.

** Desculpe a minha ignorância, mas você consegue sentir algum “perfume” no cocô, ou você sabe que fede mesmo e isso é parte do que te excita?
O único perfume é o fedor mesmo! Hehehehe. O que não sei é o que acontece no meu cérebro, como ele processa a informação de estar recebendo cheiro de cocô e achando isso bom e excitante em vez do perfume. Vai ver, nasci com um parafuso a menos (hahaha). Mas é justamente isso que me excita; saber que você vai sentir o cheiro de uma mulher que ninguém sente (às vezes nem ela mesma – dá descarga rapidinho e pronto!). Saber que é fedido me excita sim, mais!

 ** A propósito, já aconteceu de uma mulher ter acabado de sair do banheiro e ter feito o número dois e você ter ido lá só para ficar cheirando? Rsrs
Ponto para as meninas! Sim, já aconteceu e muito! E ainda hoje, sempre que dá faço isso. E ainda procuro o papel para cheirar o cocô em si. O problema é quando elas limpam e jogam o papel na privada, junto com o cocô. Aí não sobra nada. Mas isso é errado do ponto de vista ambiental e ninguém deve jogar o papel na privada e sim no cesto que existe pra isso, oras!

** E quando você vê aquele cocozão nojento na privada, que todo mundo sente vontade de vomitar, o que você sente?
Prazer. Quando você usa a palavra “nojento” na sua pergunta, você já está colocando um juízo de valor subjetivo. Para você, o cocozão é nojento; para mim é uma delícia. Eu fico imaginando qual foi a bunda que fez aquilo. Que se pudesse, cheirava aquele cu e aquele cocô e lambia eles todinhos.

** Outra pergunta que não quer calar: como você consegue mulheres para fazer isso? Há quem diga que é difícil encontrar, inclusive GPs, que façam essa prática, e quando elas fazem elas cobram mais caro. É verdade?
Como falei, investigo e fuço nas redes sociais. Realmente, é uma raridade achar uma mulher que curta de verdade. Mas já achei sim. Mais de uma. E os contatos guardo às sete chaves para que eu possa sempre permanecer com elas. Com algumas, perdi o contato mesmo, sumiram. Com garota de programa, se procurar direitinho, acha quem faça sim. Mas cobram mesmo mais caro. Eu não curto, pois elas fazem apenas pelo dinheiro e não têm nenhum prazer noscat. Para mim, scat é algo tão íntimo e tão gostoso que tem de dar prazer para mim e para a parceira. O tesão aumenta ainda mais quando vejo na cara da parceira o prazer dela em me dar o cocô e em me sentir cheirando seu cú.

** Agora que você disse que faz questão de procurar mulheres comuns e que amem esse fetiche tanto quanto você, me diga uma coisa com sinceridade. Você já pensou em se separar da sua mulher para viver com uma dessas que te fazem viver esse seu fetiche em plenitude? Para ficar o dia inteiro trocando bosta, rsrs.
Olha, claro que já pensei. Mas viver com uma pessoa não significa apenas a parte sexual. Claro que isso tem uma porcentagem importante no casamento. Mas também é preciso que os perfis se combinem, que os “gênios” batam. O sexo é uma das partes. Se eu encontrasse uma mulher que gostasse de scat e ainda tivesse traços de personalidade em comum com os meus, aí realmente eu avaliaria com seriedade. Mas, como até hoje nunca encontrei alguém assim, não posso falar somente por hipótese. Se acontecer um dia, eu te procuro e te conto. ;) 

** E quando a mulher topa fazer, como fica? Ela tem que ficar um tempo lá se concentrando e você fica embaixo, ou como é?!  Sei lá, até sozinho a gente precisa de concentração, quem dirá acompanhado com alguém tirando a nossa concentração, rsrs.
Algumas têm mais dificuldade de cagar na cara ou na boca de alguém. Outras já são mais fáceis. Isso varia de pessoa para pessoa. E não se deve pressionar ninguém. Tem que esperar o tempo certo. As que têm muita dificuldade, pedem para eu enfiar o dedo no cuzinho e tirar com a mão. Mas, de modo geral, elas fazem em minha boca, agachadas sobre meu rosto. Como eu também amo cheirar cu, quando cheiro, estimulo a pessoa que acaba até ficando mais relaxada.

** Qual é a importância desse fetiche na sua vida?
É extremamente importante. Diria até fundamental, porém, como sou casado com uma mulher que não gosta, realizar isso de tempos em tempos é preciso, senão a gente não aguenta. Penso nisso todo dia, quase o tempo todo. E como é raro achar mulher que goste mesmo, gera uma tensão e uma angústia às vezes. Então, você tem de pegar essa energia e canalizá-la para outra coisa. Como eu trabalho muito, jogo tudo no trabalho e dá certo. No fim do dia, estou tão exausto que quero só ver minha cama e capotar.

** Você poderia falar mais sobre comunidades específicas para a galera que curte SCAT? Se sim, você indicaria lá como um lugar para encontrar relacionamentos sérios?
Existem algumas coisas a respeito no Facebook e um site para fetichistas que se chama Fetlife. Esse site é mais sério, pois há pessoas do mundo todo que se unem para encontrar praticantes dos mais variados fetiches. Como é internacional, tem mais credibilidade. Já o Facebook tem pouca coisa e nada muito sério. Até pela política do site que não permite coisas assim muito claras sobre pornografia, quem dirá scat. Então, por aqui, é difícil achar relacionamento sério. Algumas vezes, costumo abrir uma sala no bate-papo do UOL com o nome de “Scat, cocô, peido”. Também tem muito curioso. Se peneirar bem, um ou outro contato vale a pena. Mas é um em cada mil. Enquanto as pessoas não abrirem suas mentes e se livrarem de tabus, sempre será difícil achar relacionamentos sérios para essa prática na internet.

** Teria mais alguma coisa polêmica que você curte fora esse fetiche? Eu não acho que tenha relação, mas tem gente que pensa que esse fetiche tem relação com vômito, cuspe, e outras coisas que a sociedade considera nojentas. Ou tem relação e eu não sei?
Não tem relação, não. Tem gente que gosta, mas eu não associo o scat a nada disso. Gosto apenas de cú, peido e cocô. E nada mais. E acho que já tá de bom tamanho né! hehehehehe

** Por fim, você teria alguma dica para dar para quem gosta da prática e tem vergonha de assumir, e até mesmo de realizar esse fetiche?
A primeira coisa é a pessoa assumir pra ela mesma que gosta. Se marcou um encontro, tome coragem e vá. Experimente. Se assuma como você é. E goste de você mesmo. Isso é o mais importante. Nós temos de gostar de nós mesmos em primeiro lugar, antes de querer que outras pessoas gostem da gente. Outra coisa: SE BASTEM! Tem muita gente que é carente, precisa sempre de alguém ou estar com alguém. Esse é um erro grave da sociedade em geral. Aprenda a viver e a estar sozinho. Aprenda a não depender do amor de ninguém. SE BASTE! Isso ajuda muito quando você começa a se questionar sobre namoro, casamento, etc. E quem gosta da prática, que tome consciência para assumi-la para você mesmo. Fora isso, ninguém vai ficar falando por aí que curte um cocô. Só se perguntarem e mais para pessoas que já saibam do assunto em encontros.

** Mais alguma consideração final?
Sim. Quero aproveitar o espaço e deixar meus contatos. Para quem quiser saber mais sobre a prática, acesse meu blog http://scatsexo.blogspot.com. Não é sempre que consigo atualizar, mas já tem um material bacana para quem curte dar uma olhada. Também quero deixar meu Skype amocheirarmerda@hotmail.com para quem quiser entrar em contato comigo. Desde encontros até tirar dúvidas ou mesmo papear.
Para quem for sério mesmo, revelo minhas identidades verdadeiras. Mas isso só com o tempo que a gente amadurece nas conversas via Skype. E para finalizar, quero dizer que ainda vou realizar, um dia, o sonho de abrir um clube só descat, assim como existem clubes fetichistas em São Paulo. Um dia, erguerei o Scat Club Brasil! Quem viver, verá! Hehehehe. E, para terminar, quero dizer que possuo uma coleção de vídeos de scat, com mais de 5 mil itens e que, quem quiser conhecer, podemos marcar um encontro também.

** Muito obrigada pela entrevista e me desculpe minhas perguntas idiotas, mas é porque não tinha como não perguntar, se não iria morrer de curiosidade!! rsrsQuero agradecer o espaço dado por um blog tão bacana como o seu para esclarecimentos acerca da prática do scat. Muita gente tem dúvida e tem vergonha de perguntar. Então este espaço é fundamental para esclarecimentos e, claro, para a divulgação do tema. Obrigado! 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O cérebro e a intimidade são os grandes responsáveis por uma pessoa gostar de scat

Vamos lá, amigo leitor, a mais um texto sobre a psicologia do scat. Um dos motivos para que uma pessoa ame o scat é a intimidade que a prática traz. Muitas vezes, algumas até inconscientes (ou subconscientes), a pessoa que pratica o scat quer mesmo é o contato com a intimidade máxima da pessoa.

E isso se dá por meio do cocô, já que, geralmente, quando vamos defecar, fazemos isso reservadamente. Ou seja, ninguém sente o cheiro e ninguém vê. É o que tem de mais íntimo num ser humano. Muitos, aliás, ainda sentem vergonha de fazer cocô, geralmente as mulheres. Por isso até várias delas apresentam problemas de prisão intestinal. A vergonha de ir ao banheiro é tanta que seguram e fazem com que o intestino fique preguiçoso, podendo causar dores nas costas e até doenças mais graves.

É por querer esta intimidade máxima, algo que ninguém vê, ninguém toca e ninguém cheira, que gostamos do scat. Outra coisa que nos faz amar o scat é nosso cérebro. Explico. De alguma maneira, todos os praticantes de scat gostam do cheiro do cocô. Isso porque é impossível praticar scat sem sentir o cheiro. E por que gostamos do cheiro do scat?

O olfato, um dos cinco sentidos do homem, funciona da seguinte maneira. O ar leva  traz até nosso nariz moléculas voláteis das coisas que cheiramos, ou seja, moléculas que se desprendem do pão, de uma flor, de uma cebola ou de uma fruta e flutuam no ar até o nariz da gente. Essas moléculas são chamadas odorantes.

Detalhe importante: tudo o que existe é formado por moléculas, mas nem tudo contém essas moléculas que se soltam e levam um aroma qualquer a ser percebido pelo nosso olfato. Um pedaço de metal como o aço, por exemplo, não tem cheiro, porque nada evapora a partir dele. O aço, então, é um sólido não volátil.

Pois bem, quando entram em nosso nariz, as terminações nervosas recebem estes estímulos (sensações) que são levados até o cérebro por terminações nervosas. No cérebro, estes estímulos são traduzidos e ele identifica o cheiro como bom ou ruim.

Algumas coisas não têm cheiro, outras se destacam pelo bom aroma e outras pelo cheiro ruim, que indicam ao cérebro que algo não está bem no que estamos cheirando. O nariz funciona como um sensor para nos proteger de eventuais perigos. O cheiro de fumaça, por exemplo, é o primeiro sinal que sugere a proximidade de um incêndio. O cheiro de enxofre exalado por um ovo indica que ele está podre, logo não deve ser comido.

Pois bem. A maioria das pessoas processa no cérebro que o cheiro do cocô é ruim. Justamente porque seria aquilo que nosso organismo não usou dos alimentos e nem vai usar mais. Ou seja, não serve para ser ingerido novamente.

Porém, nós, amantes do scat, temos algo em nosso cérebro (não se sabe o quê) que, ao cheirar cocô, processa esse cheiro como bom, excitante e despertam sensações interessantes como o tesão, a libido ou mesmo a vontade de comer o cocô. E, graças a isso, somos doidos por scat. Logo, a intimidade e nosso cérebro são os grandes "culpados" por gostarmos desse fetiche que eu, particularmente, considero o melhor do mundo. Viva o scat! Um abraço e um cheiro no cu!

E não se esqueçam de manter contato.

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quinta-feira, 6 de março de 2014

As pessoas que mais abominam o scat, são as que mais querem praticar (será?)

Ouvi esta afirmação há algum tempo. Não acredito nela cem por cento, mas também não a refuto completamente. É possível que algumas pessoas que dizem ter nojo de scat, na verdade, estão reprimindo um desejo ardente de praticá-lo. E, como vivemos em um mundo plural, também estou certo de que algumas destas pessoas que dizem ter nojo de cocô, efetivamente têm.

Infelizmente, ter nojo de cocô é ruim. Principalmente para as mulheres. Você, amigo leitor, sabia que muitas mulheres vivem com o intestino preso justamente por terem esse nojo? Elas não aceitam que o corpo humano produza algo que considerem desagradável. Qual a solução? Evitar, ao máximo, de colocar essa coisa desagradável para fora. Por isso, acabam, ainda que de modo inconsciente, prendendo o intestino.

Péssimo hábito, que pode causar doenças. Juro, não sei o que pode haver de tão ruim nas fezes. Elas são fruto de nossa alimentação. Logo, são apenas pedaços não utilizados do nosso prazer de comer. Ou seja, são sim, gostosas. Foram tortas, bolos, pastéis, pizzas, etc.

Não há como ser ruim só porque o organismo processou. Um dia ainda vou entender o que causa o absoluto asco de certas pessoas com relação ao scat. Aproveitando o post, gostaria de agradecer as visitas e os comentários nos posts do meu blog. Vamos sempre trocar contatos e skype para conversarmos melhor. Um cheiro no cu. Abraço. Mantenham contato comigo no skype.

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