segunda-feira, 4 de junho de 2018

As mulheres têm mais dificuldade em assumir que fazem scat


Agora há pouco, tive o prazer de assistir à live, no Facebook, da Carol Benites, a Pricila Pimenta do Câmera Privê. Ela é dessas pessoas que eu prezo muito enquanto ser social. Não foge das suas responsabilidades, gosta da profissão que exerce e tem a mente bastante evoluída.

Conversamos, durante a live dela, sobre scat. E ela disse algo que eu já imaginava há algum tempo, mas não tinha como confirmar. Várias mulheres fazem scat no chat exclusivo (e na vida real também). Mas, na frente das pessoas e da sociedade, abominam a prática. Ou seja, mentem e usam máscaras!

Uma dica! Gente, ninguém é obrigado a se posicionar sobre tudo espontaneamente. Se alguém estiver julgando um scatter do meu lado, eu apenas digo que as pessoas deveriam julgar menos e cuidar mais das próprias vidas. Mas não fico dizendo gratuitamente que sou scatter. Muito menos, usaria uma máscara para dizer que acho isso nojento na frente das pessoas, quando, na verdade, amo e é meu prazer maior.

Basta não dizer nada. E se tiver de se posicionar, seja sincero, honesto. Diga que curte e ninguém tem nada a ver com isso, pois ninguém paga suas contas. Mas, pelo relato da Carol, fica claro que as mulheres têm muito mais dificuldades de assumir que fazem ou que gostam da prática.

Scat não é apenas uma questão social, galera! Postarei aqui, depois, um texto de Beatriz Preciado que fala sobre o banheiro e o gênero. É sensacional! Scat é uma questão de prazer! Se você não tiver coragem de assumir sua sexualidade, seu instinto mais primitivo e sua maior força que é o instinto sexual, que raio de ser humano é você?

Vou começar, em breve, a fazer lives no face sobre scat e tentar tirar dúvidas da galera sobre o tema. O que acham? Mas, a dica que fica hoje é: perca o medo. Assuma o que você é! Não ligue para o que os outros pensam e sim para o que você sente aí na sua alma! Nada é mais importante do que isso! Isso é liberdade, é viver a vida de modo mais pleno. Think about this, people! Um abraço, um cheiro no cu e até a próxima!

Chama lá no face: Leon Scat. Ou no skype: amocheirarmerda@hotmail.com

4 comentários:

  1. Amei a escolha do tema, Leon!

    É muito difícil pensar em evolução nos debates sobre o preconceito ao scat (de mulheres no caso) enquanto a educação infantil for construída na polarização (masculino/feminino) que separa e exclui os corpos de suas funções excretoras, fazendo com que essas pessoas, ou criem máscaras sobre suas opiniões, ou desprezem a merda e o peido que produzem.
    Paralelamente a esse cenário desfavorável, felizmente, existe uma luz no fim do túnel quando se vê produções literárias dirigidas às crianças, como o livro "Até as princesas soltam pum!" (uma graça de história), de Ilan Brenman, que desconstroi o estereotipo sublime das princesas ao relatar, por exemplo, as peripécias dos peidos de Branca de Neve e Cinderela, duas fofas que, como qualquer ogro tipo o Shrek, peidam pra caramba. O que é suuuper normal!

    Enfim, as dificuldades que muitas mulheres têm em assumir que fazem scat, seja na prática sexual, ou na privada mesmo, é um problema que se concentra principalmente nos hábitos de educação, e não há nada de utópico nisso!


    Um beijo!

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    1. Amei sua visita aqui! Em breve, colocarei o texto de Beatriz Preciado... :)

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  2. MUITO BOM O TEXTO, KERIDO!!
    AKI, SOMOS TRÊS PRATICANTES DE SCAT E TB SOMOS PRATICANTES DE SADOMASO.
    SOU MAESTRO URANUS! DO RJ E CONVIVO COM MINHAS DUAS ESKRAVAS MASOKISTAS E SCATTERS.
    OBRIGADO PELO SEU EMPENHO EM DIVULGAR E SIMPLIFICAR O SCAT PARA OS INTERESSADOS.
    GRANDE ABRAÇO DE
    MAESTRO URANUS! E SUAS DUAS ESKRAVAS SCATTERS!

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  3. Esse seu relato foi surpreendente, pois jamais poderia imaginar que pudesse ter outras mulheres que tivessem receio de assumir que gostam e apreciam o scat. Acho ótima a iniciativa da live Leon. Abraço.LJ

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